terça-feira, 27 de dezembro de 2011

NATAL


               Muitas pessoas escandalizaram-se, quando o Papa Paulo VI disse que o Natal não é o dia em que Jesus nasceu.
              De facto, antes de Jesus nascer, a festa do Natal era uma festa pagã em honra do sol, que se fazia quando os dias deixam de diminuir e começam a crescer. A Igreja adoptou essa festa, e como não sabe o dia preciso em que Jesus nasceu, começou a festejar nesse dia o Seu nascimento.
              Como não se trata de festejar uma data, mas um acontecimento que nos diz respeito, vamos escutar a Palavra do Senhor.
                          Is. 9, 1-6
                              (silêncio)

                          Luc. 2,  1-20
                               (silêncio)

              S. Lucas apresenta-nos Cristo como “o sol que nasce do alto” e como “luz das nações”;  por isso, ao narrar o Seu nascimento, não se esquece de dizer que foi de noite e que uma grande luz envolveu aqueles que primeiro receberam a Boa-Notícia do Seu Natal.

              S. Lucas diz ainda que não houve lugar para Ele na estalagem, e nasceu numa gruta destinada a animais. Desde o princípio, Jesus é rejeitado. Ele é a luz que brilha nas trevas, que os homens rejeitaram, porque gostam mais da escuridão do que da luz, dado que as suas obras são más. Este menino rejeitado, a luz na escuridão, será chamado por Simeão “Luz das nações e Glória de Israel” – nomes com que o profeta Isaías chama o “Servo de Javé”, o Servo Sofredor o que vem carregar com os pecados do mundo e dar a alegria e a paz aos homens, pela Sua morte e Ressurreição.
             
              Alegremo-nos, porque no nascimento de Jesus começa a brilhar para nós a Luz. Alegremo-nos, porque o Senhor vem carregar com o madeiro da Cruz que temos aos ombros, liberta-nos do jugo do pecado e dá-nos o suave jugo do Seu Amor. Alegremo-nos, porque Ele é a paz e vem destruir todo e qualquer vestígio de guerra, destruindo o poder daquele que nos faz guerra, o demónio.

1 comentário: