sexta-feira, 20 de abril de 2018

JARDIM PÚBLICO




ALGO SEREI

Sou vento!
Vento próprio.
Nada devo aos ventos,
Nem eles, a mim.
Nada mando neles.
Nem eles, em mim.
Calo a minha voz!
Pois, que me é negada...
Responsabilidade?...Não tenho!
Desbravo caminho...
Na terra abençoada!

Paulo Gonçalves

terça-feira, 17 de abril de 2018

MALDADE

Ser desprezível e ignóbil.
Que murmuras um lamento.
Sendo a vida um tormento,
Que se agiganta com o vento.

Inveja desenhada na alma.
Com maldade intemporal.
Nos seu lábios a maledicência
Fomentando um vendaval!

O ódio é sua morada.
O desprezo solidão.
A morte é vida certa.
De quem não tem coração!

Paulo Gonçalves

sexta-feira, 13 de abril de 2018

DEUS DARÁ!

Nosso mundo, errante!
Moradas sem dormida.
Meu verão, meu monte, minha fonte!
Estrangulados! Sem vida!

Celeiro parado, a céu aberto.
Escravos de dor, sem guarida!
Pensamento inóspito...
Pobreza desmedida.

Minha alma...sem alento.
Nobre canto. Grande dor!
Que lamento! Que tormento!
Viver sem ti, Senhor!

Paulo Gonçalves

segunda-feira, 9 de abril de 2018

PENICHE

Envolto em ti, nasci!
Ternamente te contemplei.
Enebriado nos aromas e neblinas.
Por ti me apaixonei!
Pensei, serem pura magia...
As rendas em teus rochedos.
Nas ondas do teu mar.
Afugentei os meus medos!
A brisa, temperada de sal.
O horizonte, do pescador.
És terra de devoção.
És sonho do meu amor.
O vento trás-me um segredo,
De ti, não me aparto mais!
Como és bela ó Peniche,
De lendas intemporais.


Paulo Gonçalves


NOITE DE FADOS


domingo, 8 de abril de 2018

O BRILHO DA ALMA

Nem sempre a alma mostra,
O que o coração contém.
Mas quando o seu interior é belo.
A alma brilha mais além!

Paulo Gonçalves

sexta-feira, 6 de abril de 2018

DÁ A VOLTA VENTO NORTE

Sopra forte
o vento Norte,
traz a voz que por mim brada.
Vento Norte
dá a volta.
Não passes à minha porta
e deixa-me à minha sorte.

Ouve o cante da sereia
ondulado p.'los rochedos.
Sente nos teus os seus dedos
macios, de fina areia.
Salta por entre os penedos
com sapatos de algodão.
Dá-lhe a mão.
Deixa-a levar-te.

Vê o vestido, que lindo
feito de rendas de espuma
debruado de fitinhas
leves, leves, sumaúma.
Seus cabelos tão compridos
de algas suaves, brilhantes.
Seus olhos azuis de céu
tão claros e cintilantes.
Sua grinalda real
tão linda, de camarinhas.
Pousa as mãos, 
como eu as minhas
sobre seu ombro de nuvem
e salta de pedra em pedra.
Não temas, voa também.

De novo a minha mãe
a bradar por mim ao vento
ora forte, ora brando.
Dá a volta vento Norte.
Não passes à minha porta.
Não quebres este momento.
Leva a voz que por mim brada,
não quebres o meu encanto.

Helena Marcao.....1990

quinta-feira, 5 de abril de 2018

PORQUE TEIMAS IR ERRANTE!?


Uma tão longa lágrima,
Permanece no meu rosto.
Marcas bem visíveis.
Dessa dor, deste desgosto!
Por sonhar tão terreno
E no mar da humildade.
Não aceitas o meu ser.
Que definha de saudade.
Por ti sofro, sem alento.
Porque é de amor incondicional.
Saibas tu da importância.
Deste elo intemporal.
Cego por não me veres, pleno!
Dor lancinante no meu ser.
Porque mais cega é a teimosia,
Da dor que não queres ver!

Paulo Gonçalves

MURMÚRIO

Quando partir, 
não murmurem saudades
Estarei na brisa...
Na força das tempestades!
Flutuarei no mar...
No seu sublime burburinho
Pernoitarei no ar!
Esse meu nobre cantinho.
Podem calar vossos brados.
Por notória contemplação.
Amansar o sentimento,
Numa gloriosa oração!

Paulo Gonçalves

TELHADOS DE PENICHE


CICLOS DE CINEMA

Imperdível!
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Auditório Municipal (Edifício Cultural)


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