domingo, 22 de outubro de 2017

MEU CAMINHO


Não sei se sou vento...
Ou simplesmente, mar.
Plena é a certeza;
Não abdico do teu olhar.
Nesse refúgio encontro,
Tua alma, tao sentida!
Enredado, me encontro.
Nas vagas da tua vida.
Com o sal de amarga dor
Teu suplício navegando
Meu caminho, teu amor.
Em meus lábios murmurando.

Paulo Gonçalves

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

DECISÃO!

Cansei-me! Cansei-me ti!
Sim...de ti!!!
Que constantemente me humilhas,
Tu que, por tudo e por nada, me apontas o dedo!
Escondes o teu segredo e...
Ordenas que prove o teu medo.
Que ambicionas destruir.
Não me permites viver.
E que me ofereces o sofrer!
Mas se é salvação, de ti fugir.
Como a areia, do seu mar.
Que farei de mim, sem ti.
Se já nem sei navegar.
Não quero estas amarras.
Qual sufoco que vou tendo.
Desejo voltar a viver.
Não me compras! Não me vendo!
NÃO ME COMPRAS! NÃO ME VENDO!

Paulo Gonçalves





terça-feira, 11 de abril de 2017

MINHA PURA DIVAGAÇÃO

Penosos caminhos cruzados
Nos recantos da provação.
Em União revelados,
Os laços do coração.

Sorvo o vento! 
Sorvo o mar!
Sorvo a magia,
Desse teu olhar!

Maresias sopradas.
Entrelaçadas no vento!
Nas brumas, reveladas.
Recantos do pensamento!

Constante persistência!
Saudades rendidas.
As ondas salgadas,
São lágrimas sentidas.

Paulo Gonçalves



segunda-feira, 10 de abril de 2017

NASCERA!

Nascera naquela,
Já longínqua maresia.
Mal teria imaginado,
O que a vida lhe traria.
Num cesto de verga,
Mão cheia de alegria.
Ou não fosse o facto,
De ter nascido nesse dia.
Despercebido nascimento.
Ou quiçá às escondidas.
Vincando o seu firmamento.
Conquistando novas vidas.
Seu horizonte agarrou.
O mundo abraçou.
Em sabedoria cresceu.
Com tudo o que Deus lhe ofertou!

Paulo Gonçalves


quinta-feira, 6 de abril de 2017

O MEU BEIRAL

O luar mesmo à tardinha,
Se agiganta ao meu beiral.
A passarada rodopia.
Num tom celestial!

Quem me dera, assim voar,
Numa cantinela singela.
Com sons mansos de embalar,
A cantoria mais bela.

Adormeceu já, o sol!
Reina a prata e o frescor.
No meu beiral, tao belo.
Sonhei com o teu meu amor!

Dois corações, duas vidas.
Dois percursos de saudade.
No meu inesquecível beiral,
Somamos felicidade!

Paulo Gonçalves

terça-feira, 4 de abril de 2017

ILUSÃO


Sou inútil ao teu amor,
Não comando o teu coração.
Nem supremacia encontro.
Nos braços da tua paixão!

São reveladores os teus beijos,
Criados com imaginação.
Sentimentos ilusórios
De uma pura obrigação.

Não se pagam as carícias,
Com sentido material.
Desejava nos meus sonhos.
Que esse amor fosse real.

Paulo Gonçalves


ANIVERSÁRIO DO PENICHE LIVRE

Oito anos de Peniche Livre!

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Meu Pequeno Caderninho


O caminho da felicidade,
Num caderninho, eu escrevi.
Sempre tentei alcançar.
Mas não li...mas não li.

Eu quis chegar ao céu.
Desejo que percorri.
Eu ambicionei o sol!
Mas não vi...mas não vi.

No meu caderninho de infância
Tantos sonhos eu escrevi
Quis ve-lo, um destes dias
E constatei que o perdi...
Que o perdi!

Paulo Gonçalves

quarta-feira, 29 de março de 2017

CAMINHO, VERDADE E VIDA (5ª SÉRIE)

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Por vezes, no caminhar da minha vida, questiono; por que motivo me sinto tão só?
Muitas vezes imagino o momento em que um dia morrerei e penso… eu estarei sozinho. Ainda que nesse exato momento, me encontre rodeado de pessoas, só eu morrerei e esse facto não impedirá a minha morte. Quão insignificantes somos! Não escolhemos nascer e nem sequer escolhemos a hora da nossa morte. Espero saber reconhecer sempre, que a minha vida não é minha e sim de quem me ofereceu. Que na hora da morte, esteja comigo quem me enviou. Que eu seja digno de ser recebido de braços abertos pelo meu criador e amigo, que me tem levado ao colo em todos os dias da minha vida. Ámen!


Paulo Gonçalves