quarta-feira, 6 de junho de 2018

DESTE SER QUE NÃO CONHEÇO

Fui bem longe no meu íntimo.
Na brisa me transportei.
Sem afago, sem alento.
Fui filho de ninguém.

Mal afoguei minhas penas,
Voltou a chover em mim.
Não há frio que me gele
Não há dor tão forte assim.

Desalento tão real.
Desta treva que me afoga!
Neste vento que me cega.
Neste mar que me devora!

Paulo Gonçalves

domingo, 3 de junho de 2018

PENICHE


MEU TRISTE DIÁRIO



Não! Não tenho certeza de nada!
Como gostaria que o afeto fosse perene!
Que o amor fosse seguro.
Que a vida fosse eterna.
Mas...
Tudo se transforma.
Tudo nos foge.
Como grãos de areia
Que nos escapam  por entre os dedos.
Assim o vento leva os nossos sonhos,
As nossas orações, os nossos sorrisos.
Meus cabelos brancos, minhas fantasias perdidas.
Sinais dos tempos passados.
Lembranças da minha vida.
Meu fim mais próximo!
Pela minha tristeza interior,
Meu Deus que me alertas.
Meu amor...meu amor!

Paulo Gonçalves

quarta-feira, 2 de maio de 2018

FORTALEZA

Fortaleza – Foi mandada edificar por D. João III em 1557 e concluída em 1645 por D. João IV, que a considerou a chave principal do Reino pela parte do mar.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

PENICHE


O FIM DA NOITE

A noite, finalmente, clareou
Do silêncio fez-se voz!
O sol, tudo iluminou
Igualdade para nós!

Naquela longa noite
O mar foi sua companhia.
Ao romper da alvorada
Com o sonho se fez dia.

Quase eterno, foi o silêncio,
Imposto sem dignidade
Sofrimento infligido
À sombra dessa maldade!

Nobre povo, amargurado.
Acorrentado entre si
Trazendo um cravo vermelho
Dava ao silêncio, o seu fim!

Neste dia, fez-se dia!
(25 de abril de 1974)

Paulo Gonçalves

sexta-feira, 20 de abril de 2018

JARDIM PÚBLICO




ALGO SEREI

Sou vento!
Vento próprio.
Nada devo aos ventos,
Nem eles, a mim.
Nada mando neles.
Nem eles, em mim.
Calo a minha voz!
Pois, que me é negada...
Responsabilidade?...Não tenho!
Desbravo caminho...
Na terra abençoada!

Paulo Gonçalves

terça-feira, 17 de abril de 2018

MALDADE

Ser desprezível e ignóbil.
Que murmuras um lamento.
Sendo a vida um tormento,
Que se agiganta com o vento.

Inveja desenhada na alma.
Com maldade intemporal.
Nos seu lábios a maledicência
Fomentando um vendaval!

O ódio é sua morada.
O desprezo solidão.
A morte é vida certa.
De quem não tem coração!

Paulo Gonçalves