quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

MÁGICA MARESIA


BREVEMENTE

"O VELHO MOINHO"
***
Foto: colorirdesenhos.com

SEMANA RAÍZES

A Voz do Mar

Mar…Porque ruges ?
Se és tão forte
E nada tens a temer!
Será algo que não possamos saber?

Mar lindo que meus olhos encantas.
O teu azul cor do céu.
O teu verde de esperança.
O branco das tuas ondas
Me parecem um véu

Mar…Não te queixes!
Mar…Tens o calor do sol
O espelhado da lua
E a companhia dos peixes

Mar…porque gemes?
Diz-me a razão do teu clamor
Na crista da tua onda
Saem salpicos de lágrimas de dor
Mar não me respondes…!
Já percebi o teu temor
Avistas ao longe no horizonte
Aquele rochedo. E julgas ser
O gigante Adamastor
Raízes/M. Peniche


SEMANA RAÍZES

Mesmo Velhinho

Já era tão velhinho
Que à janela, mal assomava
À noite, saia para sentir
De onde o vento soprava
De olhos postos no céu
O seu corpo rodava:
Em jeito de oração
Com os seus botões falava
-Está nortada fresca…!
A rosa-dos-ventos rezava
Temente pelo vendaval
Que tantas vidas ceifava
Logo ao romper da aurora
Ao Cabo Carvoeiro rumava
Sem temor pelo temporal
Sentado na rocha, esperava
As meninas dos seus olhos
Um por um, os barcos contavam
-Ah…! Conseguiram! Já passaram!
Então o velho pescador descansava!
-Ah…! Arribaram

Raízes M/Peniche

SEMANA RAÍZES

PAPAGAIO DE PAPEL

Papagaio de papel
De canas era construído
O meu papagaio de papel
De vulgar papel vestido
E pintado de amarelo
Com a cauda feita de elos
De rede entrelaçada
Para dar animação
Rolhas de cortiça
Dependurada
Mal o vento espreitava
Saia-mos para a rua
E aí o largava
Meio desajeitado
Cambaleava e guinava
Por fim lá se endireitava
Subia …Subia!
Tanto era o fio que lhe dava
Ah…O meu papagaio voava
E não tinha asas!
Eu…Magicava!
Também queria ir…! Gritava
Mas…Eu tinha braços e não voava!
Nem pelo fio trepava!
Um dia o meu papagaio se soltou
Não tendo asas
A liberdade conquistou
Apenas o fio sobrou

Raízes M/ Peniche




SEMANA RAÍZES

Inverno

O meu jardim está triste
Cinzento
As crianças estão ausentes
Ouço gemidos das folhas das
Arvores, que o vento teima, à
Mãe arrancar
Os pássaros. Não vejo no seu
Alegre esvoaçar
Partiram para outros lugares
Onde o vento não os arrasta.
Onde há alegria no ar
As flores já há muito secaram
Apenas restam uns galhos inertes
Que a terra, iram sustentar

Mas a primavera vai voltar
E com ela voltarão as folhagens
Verdejantes
Os pássaros virão num alegre chilrear
Saltitando de flor em flor, espalhando
O seu odor
Para as crianças vindouras perfumar
E eu. Nesta passagem pelo tempo
Não canso de esperar
Vislumbrar luz no meu jardim
E puder lá voltar.

Raízes M/ Peniche

SEMANA RAÍZES

HOMEM DO MAR
*
Homem do mar
Com tão imponente altura
Carregas no teu regaço
Retratos de vida dura

Tua aparente rudeza
Deu-te o mar por destino
Um velho lobo-do-mar
Com coração de menino

Na brisa prevês os ventos
Nas estrelas a acalmia
Prevês os vendavais
Da escuridão fazes dia

És homem e pescador
Viajante e marinheiro
Pioneiro e descobridor
Nas aventuras guerreiro

Do mar fizeste teu leito
Das ondas tua almofada
Do vendaval o desafio
De voltar à mulher amada

Autor Raízes M/Peniche



SEMANA RAÍZES

GAIVOTA

Pudera eu voar na asa daquela gaivota.
Balançar no lavrado daquela onda.
Escutar os segredos da vaga.
Sulcar mil mares à volta...
Leva-me gaivota, leva-me.
Leva-me na tua asa.
Ouvir os cânticos das Sereias
que encantam o homem.
Colher a espuma das ondas
que o mar consome.
Leva-me gaivota, leva-me.
Leva-me na tua asa.
Se não voltarmos.
Fazemos do mar a nossa casa!

Raízes M/Peniche

SEMANA RAÍZES

Quadro

Eu queria pintar o mar
E a tinta preparei
Verde, azul e o negro
E para as ondas …com o branco
Não faltei

Tenho tela e pincéis
Não me falta o cavalete
Mãos à obra, que o sol já brilha
Que o resto dá-se lhe o jeito

Pincelada aqui, pincelada ali
E o mar não vejo.
De que me esqueci Senhor?
Ouço um sussurro vindo do mar
Que me diz...
-Falta o peixe…! Falta o peixe…!
-Sem o peixe, não encontras a cor.

Raízes M/Peniche

SEMANA RAÍZES

Rosas


Grande é o ramo de rosas
Que o meu canto vai ilustrar
Sua candura enobrece a escrita
Onde a minha pena vai cunhar

Suas pétalas folhas do livro
Onde contos vão narrar
Recordações da alma escritas
Seu perfume vai titular

A folhagem das minhas rosas
Mesmo marcadas pelo tempo
São brochuras que vão guardar
A raiz do pensamento

Alguém irá estas pétalas folhear
Mesmo sendo num lamento
Para que as minhas memórias
Não morram no esquecimento

Raízes M / Peniche

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

OS TRÊS REIS MAGOS


Após o nascimento de Jesus, segundo o Evangelho de São Mateus, surgem os Reis Magos provenientes do Oriente, que o visitaram em Belém guiados por uma estrela.
Esta denominação de «Mago», tem conotação de sapiência entre os Orientais ou designa ainda astrólogos, deduzindo-se inicialmente que seriam Astrólogos eruditos. Isto pensa-se por se contar que terão avistado uma estrela que os terá guiado até onde Jesus nasceu. Terão chegado até Cristo a 6 de Janeiro, data que actualmente se comemora o «Dia de Reis».
O nome de «Reis» fora colocado com base na aplicação liberal do Salmo 71,10 realizada pela Igreja. Não há informação de quantos seriam e os seus nomes, existem sim apenas suposições e algumas pinturas dos primeiros séculos, aparecendo dois, quatro e doze «Magos».
Após o Evangelho terão sido atribuídos os nomes dos «Reis»; Baltasar, representante da raça africana ; Belchior, representante da raça europeia e Gaspar que representava a raça asiática, representando todas as raças conhecidas até à data, simbolizando a homenagem de todos os Homens da Terra a Jesus.
Pelo número de prendas deduziu-se quantos seriam, pois ofereceram três presentes, ouro (Belchior), incenso (Gaspar) e mirra (Baltasar). As prendas têm uma simbologia, pois o ouro era somente oferecido a Reis, perfazendo a sua nobreza; o incenso, representa a divindade e a mirra, simboliza Jesus como Homem e o sofrimento que iria ter ao longo da sua vida.
Sendo países tradicionalmente católicos, Espanha e Itália são os países que maior importância e simbolismo atribuem a esta tradição.
As crianças espanholas e italianas celebram o Natal como todas as outras mas têm de esperar pelo dia de Reis, 6 de Janeiro, para receber as tão desejadas prendas.
Fonte: natal.kazulo.pt

sábado, 2 de janeiro de 2010

OS TRÊS REIS MAGOS

Seguindo a estrela.
Paulo Gonçalves.

TRÊS REIS MAGOS


Os três reis magos, Gaspar, Melchior e Baltazar, levaram presentes, e seguiram a estrela que os guiou até que chegaram à cidade de Jerusalém. Aí perguntaram pelo Rei dos Judeus, pois tinham visto a estrela no céu.
Tudo estava previsto.
Paulo Gonçalves

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

BENTO XVI


CAMINHAR PARA A PAZ COM BENTO XVI
CAPITULO 1
1. Por ocasião do início do Ano Novo, desejo expressar os mais ardentes votos de paz a todas as comunidades cristãs, aos responsáveis das nações, aos homens e mulheres de boa vontade do mundo inteiro. Para este XLIII Dia Mundial da Paz, escolhi o tema: Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação. O respeito pela criação reveste-se de grande importância, designadamente porque «a criação é o princípio e o fundamento de todas as obras de Deus»
e a sua salvaguarda torna-se hoje essencial para a convivência pacífica da humanidade. Com efeito, se são numerosos os perigos que ameaçam a paz e o autêntico desenvolvimento humano integral, devido à desumanidade do homem para com o seu semelhante – guerras, conflitos internacionais e regionais, actos terroristas e violações dos direitos humanos –, não são menos preocupantes os perigos que derivam do desleixo, se não mesmo do abuso, em relação à terra e aos bens naturais que Deus nos concedeu. Por isso, é indispensável que a humanidade renove e reforce «aquela aliança entre ser humano e ambiente que deve ser espelho do amor criador de Deus, de Quem provimos e para Quem estamos a caminho».
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Mensagem de Ano Novo do Papa Bento XVI que urge divulgar.

MENSAGEM DE ANO NOVO

BOAS FESTAS
FELIZ ANO NOVO

VIVA 2010