sábado, 15 de outubro de 2016

CAMINHO VERDADE E VIDA (4ª SÉRIE)

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Por vezes, e são tantas as vezes que tenho medo da prova;
Da prova em que o senhor me coloca nas dificuldades da vida. Do medo que é inerente há minha condição humana. Da dor, da doença, da crueldade humana.
Mas será que deverei agir com medo, quando Deus me comunica constantemente que está por mim e comigo? Quando Deus me prova constantemente que me ama e que nele tudo consigo? Como deverei então agir?
Talvez deixando de lado as coisas terrenas. Deixando Jesus atuar no meu coração através da sua palavra. Aí já é Jesus que vive em mim, sendo que perderei todo e qualquer tipo de medo perante todas as provas da vida.


Paulo Gonçalves

domingo, 18 de setembro de 2016

JESUS

Tive medo! Tu deste-me força.
Chorei! Enxugaste-me as lágrimas.
Perdi o horizonte! Ofereceste-me o céu e o mar.
Perdi a vida! Enviaste a tua brisa refrescante e o teu calor que me reconfortou.
Fiquei só! Preencheste-me a vida com anjos.
Sim! Tu, só tu, Jesus! Recolocaste tudo no seu devido lugar e reparaste toda a minha vida.
Que ternura, Senhor...
Que ternura tiveste comigo!
Paulo Gonçalves

PRAIA DO ABALO


sábado, 6 de agosto de 2016

A MAIS BELA NOITE DE PENICHE


Hoje é dia de Procissão no Mar!
A mais bela noite de Peniche!


Procissão No Mar

Barcos que desfilam no mar
Portadores de graça, beleza e cor
Testemunhas em clamor
Por quem os orienta
Em suas vidas sustenta
A força do amor
E a segurança apascenta.

No sentido de conduzir
Estas vidas, a bom Porto
Tudo, em seu regaço entregam.
Porque Maria é mãe,
E em seu coração navegam.


Paulo Gonçalves

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

FESTA DE NOSSA SENHORA DA BOA VIAGEM


FESTA DE NOSSA SENHORA DA BOA VIAGEM


FESTA DE NOSSA SENHORA DA BOA VIAGEM


FESTA DE NOSSA SENHORA DA BOA VIAGEM


O "ALCATRAZ" DA RIBEIRA


Naquele café de infância
Onde a felicidade senti.
Grandeza mágica de brincadeiras.
Momentos que nunca esqueci
Mar imenso, ribeira velha.
Alegria e sonhos vividos
Farrapos de ternura
Sentimentos nunca esquecidos.
Maresia e liberdade.
Aroma inesquecível.
Do terraço daquele café
Bela Peniche era visível.
 Numa dádiva de fé,
Labutou o pescador
Nesta bela ribeira
Manifestou o seu amor
Maria partia para o mar.
Em beleza que nos apraz!
Como magia, vivi…
Naquele café “Alcatraz”


Paulo Gonçalves

MONSENHOR BASTOS E A FESTA

No final dos anos quarenta, as Festividades em honra de Nossa Senhora da Boa Viagem foram alvo de profundas alterações. Era urgente solidificar as manifestações de fé tão debilitadas e alteradas na sua essência. O incremento imposto pelo Monsenhor Bastos, (Então Padre Bastos), foi essencial na consolidação desta tradição.
O momento da Procissão no Mar foi definitivamente denominado como o mais alto destas festividades. Esta grande e única celebração passou a acontecer anualmente sem interrupções. O apelo a todas as embarcações para participarem nesta grandiosa manifestação de fé, (Única no país), trouxe até nós embarcações de diversos portos, que vinham desfilar juntamente com as nossas. As embarcações eram cuidadosamente enfeitadas com bandeirinhas de papel, de diversas cores. No final esta procissão era engrandecida com um espectacular fogo de Artificio. Maria era assim, grandiosamente enaltecida, através da fé e confiança nela depositada pelos pescadores e população.
Esta procissão tem na sua essência, o marcado cunho pessoal de Monsenhor Bastos.
Salve! Salve estrela-do-mar!


Paulo Gonçalves

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Nª SRª DA BOA VIAGEM


MONSENHOR BASTOS


Capitulo 1

No final dos anos 40 o mercado de trabalho, em Portugal, cingia-se às pescas e às atividades do meio rural. O concelho de Peniche não era exceção. As famílias viviam, grande parte delas, mal sustentadas por estas duas atividades económicas. Os apoios sociais eram muito poucos, muito embora a saúde fosse relativamente bem assegurada através das casas do povo rural e dos pescadores.
Vivia-se nesta época, em pleno estado novo, personificado no seu governador supremo, Salazar.
O lema imposto a todos os portugueses era “Deus, Pátria e Família”.
A fortaleza albergava os inúmeros prisioneiros opositores ao regime ditatorial.
A fome e a miséria logravam em ganhar terreno, enquanto o país se desertificava na sua própria miséria. O povo não tinha voz e nesta miséria humana a pátria enriquecia com os produtos provenientes das colónias que este país soube bem explorar.
Ninguém terá classificado tão bem a situação de Peniche como a classificaria o grande Cardeal Cerejeira, perante a vontade do monsenhor Bastos em ir para África. Á sua vontade o Cardeal respondeu; Vais para Peniche!.. Peniche é África às portas de Lisboa.

Informações: Monsenhor Bastos (Homilias), Amigos e Diversos Documentos Paroquiais.

Texto: Paulo Gonçalves

quarta-feira, 20 de julho de 2016

FESTA DE Nª SENHORA DA BOA VIAGEM

Somos um povo que consegue coisas maravilhosas. Quem consegue organizar uma Procissão no Mar, única no nosso país, como a nossa, consegue dar testemunho de um ato de fé belíssimo como este. Tenhamos orgulho nas nossas tradições e que nunca as deixemosmorrer. São a nossa identidade! As farturas? Sim fazem parte, como as pipocas, os churros, os carroceis, a feira, os fogos de artificio, a cultura, a fé, enfim tudo o que nos enriquece e faz parte de nós... e são milhares e milhares os que nos visitam de todas as partes do país e isso não é para qualquer festa e sim para nossa! Muito nossa! Quer se goste ou não! Nós gostamos, e muito!!!

Paulo Gonçalves