Falar livremente de tudo. Incidir sobre as questões diretamente relacionadas com a cidade de Peniche (Inaugurado a 4 de Abril de 2009)
sábado, 9 de julho de 2016
sexta-feira, 8 de julho de 2016
quarta-feira, 15 de junho de 2016
CAMINHO VERDADE E VIDA (4ª SÉRIE)
31
Ouvistes o que foi dito; Dizia Jesus
no sermão da montanha.
Quantas vezes te oiço senhor, e mesmo
assim eu esqueço-me de praticar o que tu me recomendas.
Quantas vezes, na minha atitude, não sou
cristão.
Quantas vezes, o meu receio, a minha
fragilidade, as minhas trevas são superiores e comandam as minhas atitudes.
Perdoa-me senhor, porque não sou como me
aconselhas, porque me esqueço das tuas palavras mesmo sabendo que acabas por repeti-las
consecutivamente e que nunca deixas de me aconselhar.
Permite senhor que abra cada vez mais o
meu frágil coração à tua palavra, para que ela atue sobre mim e isso se faça
segundo a tua vontade e não a minha.
Quantas vezes já me provaste que isso é
possível e que nesses momentos sou um vencedor em ti.
Obrigado Jesus, por me fazeres saber que
nunca desistes de mim e que para ti não serei uma causa perdida pois tu, e só
tu, me podes salvar!
Paulo Gonçalves
domingo, 12 de junho de 2016
terça-feira, 24 de maio de 2016
CAMINHO VERDADE E VIDA (4ª SÉRIE)
30
Para Nós
Penso muitas vezes,
Senhor!
Num mundo em que
cada um saiba viver em respeito!
Pelo próximo, por si
mesmo.
Que cada um saiba
viver em amor!
Ao próximo, a si
mesmo.
Que cada um valorize
a liberdade!
A do próximo e a
sua.
Que a linha da sua
vida não seja pisar a linha da vida do outro.
Que a sua
prosperidade não seja à custa de alguém.
Que cada vida se
construa em conjunto.
Que cada um saiba
valorizar, construir e oferecer.
Que a família seja o
sustentáculo de si mesmo…E que nela estejam contidos os ensinamentos do filho
de Deus, a luz que combate as trevas e se leva ao mundo.
Que nada se perca,
que tudo se construa e transforme.
Que a tua conversão
seja um novo caminho.
Tu tens tudo para
dar, por isso não percas tempo.
Voa, voa com o
vento!
Paulo
Gonçalves
domingo, 22 de maio de 2016
RECORDANDO...
Lembro com muita saudade, os momentos da minha infância. As
brincadeiras, os sonhos e os locais. Habitei num local que se apelidava e ainda
hoje assim se apelida de “Alto da Boneca”. Vivi aí numa altura em que a maioria
do espaço, envolvente á minha casa, era constituída por fazendas e amplos
campos que se cobriam de flores campestres. No verão, estendia-se para sul e
para norte, um manto vermelho que era formado pelas Papoilas. No Inverno esta
cor era substituída pelo amarelo das flores Vinagreiras, cujos troncos, eu
gostava de mastigar para sentir o seu sabor amargo. Os suaves aromas que
permaneciam no ar, ainda hoje estão gravados na minha memória. Lembro que brincava
às escondidas e que corria por ali juntamente com os meus amigos. Sensação de
grande liberdade e de que o mundo era meu, era o que eu sentia nestes momentos
de Sábados que me traziam grande felicidade e leveza, esta leveza, da qual,
tenho tanta saudade.
Paulo Gonçalves
quinta-feira, 19 de maio de 2016
CAMINHO VERDADE E VIDA (4ª SÉRIE)
29
“Mês de Maria”
Como ficamos nós perante o exemplo de
Maria?
Maria disse sim de coração completamente
aberto ao projeto de Deus e quanto questionada pelo anjo simplesmente aceitou
dizendo; “Eis a serva do senhor, faça-se em mim, segundo a tua palavra”. Como é
maravilhosa esta aceitação sem reservas. Como serve de exemplo para mim e para
todos nós.
Ajuda-nos Maria a aceitarmos, tal como
tu aceitaste. Intercede junto do teu filho, Jesus, para que o nosso coração se
abra à tua palavra e a saibamos acolher nos nossos corações. Só assim poderemos
experimentar um pouquinho do céu e experimentar também a nossa ressurreição em
plena vida terrena.
Paulo Gonçalves
segunda-feira, 16 de maio de 2016
E POR FALAR...
Na vida, vamos adicionando momentos e vivências. Com o avançar da idade, acumulamos várias recordações. Penosos se tornam, os lugares onde antes nos sentimos felizes. Outrora, doces sabores transformados agora em amargura.
Tudo muda! Hoje poderemos encontrar escombros onde antes se erguiam casas. Velharias onde reinava a jovialidade arquitetônica e desolação onde existia vida. Será mesmo assim? Será saudade ou será a nossa perspectiva versus sensibilidade, de sentir e ver o mundo, que muda?
Paulo Gonçalves
domingo, 15 de maio de 2016
quinta-feira, 12 de maio de 2016
ERAM TRÊS PASTORINHOS
Sentava-me
eu, muitas vezes, nos meus tempos de infância, no humilde sofá daquela digna
sala pertença da minha casa, a ver televisão. As imagens que nos chegavam eram
de apenas duas cores e nem sempre a televisão abria as suas emissões durante o
dia. A economia do país e a sua evolução tecnológica, a mais não permitia.
Quando se ligava a televisão em pleno dia já sentíamos que algo de especial
acontecia no país. Esta situação acontecia nos dias 13 de Maio e 13 de Outubro
aquando das transmissões das peregrinações. Ali estava eu a assistir,
juntamente com a minha mãe e recordo que me emocionava sem perceber muito bem
porquê. Lembro também que questionava a minha mãe acerca de muitos espetos que
aguçavam a minha curiosidade em relação ao que se estava a passar em Fátima. E
foi assim num desses dias.
Tinha
acabado de tomar o pequeno-almoço e sabia que a transmissão em direto de Fátima
ia acontecer, por esse motivo, apressadamente, dirigi-me para a sala. A minha
mãe seguiu-me as pisadas. Pouco depois de ter ligado a televisão a transmissão
em direto começou.
- Mãe por
que motivo isto dá na televisão? – Questionei.
- Olha filho
isto dá na televisão porque em Fátima, apareceu a Nossa Senhora.
- Apareceu?
- Sim
apareceu.
- Mãe,
porque é que a Nossa Senhora apareceu?
- Porque
trazia uma mensagem de Nosso Senhor.
- Que
mensagem era essa?
- Era uma
mensagem que os homens deveriam cumprir.
- E porquê?
- Porque era
uma mensagem de amor.
Aquela
explicação não me deixou completamente esclarecido e por isso voltei a
interrogar a minha mãe que denotava já, algum cansaço por permanentemente lhe
desviar a atenção acerca do que se passava na televisão.
- E a Nossa
Senhora comunicou a mensagem a quem?
- A três
meninos muito pobrezinhos.
- Quem eram?
- Eram três
pastorinhos!
- E só eles
é que viram a Nossa Senhora?
- Sim, mas
no último dia das aparições houve um milagre testemunhado pelas pessoas que
estavam em Fátima. Por isso eles celebram sempre os dias em que Nossa Senhora
Apareceu.
Aquelas
explicações e a emoção que sentia ao assistir a estas celebrações aguçavam
ainda mais a minha curiosidade em relação às aparições de Fátima. Hoje percebo
de uma forma mais aprofundada tudo o que se passou e concretizou
historicamente, facto que lhes dá outro sentido e entendimento. A mensagem da
qual Nossa Senhora era portadora era de facto, de amor e continua atual, sendo
digna da sua celebração, prova viva da sua importância para toda a humanidade.
Nossa Senhora porta do céu, porta do amor e que por isso mesmo nos conduz a
Nosso Senhor.
Tal como o
Natal, a Páscoa, as Festas em honra de Nossa Senhora da Boa Viagem, também
Fátima, mexeu muito comigo e ajudou, através do fenómeno, da mensagem e da sua
concretização em termos históricos, a fortificar e solidificar a fé e confiança
que deposito nesse meu senhor, gerador da minha existência e eterno amigo que é
Jesus Cristo.
Paulo
Gonçalves
sábado, 7 de maio de 2016
EUTANÁSIA
Olhava
constantemente para as janelas daquele quarto de hospital. A chuva
insistentemente batia contra os vidros não lhe trazendo respostas. A dor
continuava a dilacerar-lhe a alma. Já passara um Mês desde aquele fatídico dia
em que seu filho sofrera um trágico acidente que lhe roubara tudo. Olhava para
o seu filho que permanecia estático e ligado àquela maldita maquina que o
mantinha vivo. As lágrimas teimavam em rolar-lhe no rosto. Tudo se desmoronara.
Também tinha perdido a mulher e a vida revestia-se de uma dureza impar.
Tinha
chegado o dia de tomar uma decisão. Recordava a conversa que tivera com o
médico e o seu coração não poderia estar mais apertado.
“- Senhor
João, lamento muito mas não podemos fazer muito mais.
- Não posso crer doutor! Não me diga uma coisa
dessas!
- O seu filho está em estado puramente
vegetativo. Não podemos fazer mais nada.
- Não pode ser! Não pode ser!
- Tenha calma. Neste momento vamos mantê-lo
vivo. Dentro de um mês falamos.”
O mês tinha
passado e chegara o dia de tomar uma decisão. Tinha passado todo este tempo em
oração e não vira qualquer sinal de recuperação do seu filho. A dúvida e a dor
permaneciam e interrogavam-lhe constantemente; manter ou não manter a vida?
Prolongar ou
não prolongar o sofrimento do seu filho? Os seus pensamentos foram
interrompidos pela chegada do médico.
- Então
senhor João? Temos que conversar.
- Diga
doutor, mas diga algo que me anime.
- Não posso!
Não posso! Temos que tomar uma decisão. O seu filho está a sofrer e não vai
sobreviver, ele está em puro estado vegetativo. Lamento, lamento muito! Mas
aconselho a desligar as máquinas que o ligam à vida que já não é!
- Doutor
parece-me que um destes dias lhe vi mexer um dedo da mão.
-
Impossível! Por favor tem que ser realista. Não adianta e isto é o que de
melhor pode fazer pelo seu filho. Acredite, ele agradece!
O choro
compulsivo e forte apoderou-se de si. Olhou para uma imagem de Nossa Senhora de
Fátima e interrogou-a:
- E tu?!
Porque não fazes nada!?
Em seguida
olhou para as suas mãos que seguravam um terço, já tão seu companheiro e
implorou;
O médico,
emocionado voltou a insistir.
- Senhor
João, não se desgaste mais. Não podemos fazer nada. É uma situação
irreversível. Sei o que estou a dizer. É urgente para o seu filho e para si que
mude a página. Já basta de sofrimento.
Olhou cheio
de amor, fixamente para o seu filho e de novo para a imagem de Nossa Senhora de
Fátima ao mesmo tempo que apertava o terço em suas mãos.
- Já tomei
uma decisão!
O médico
suspirou de alívio.
- Vamos
então desligar?
- Nada
disso! Não vou matar o meu filho! Entrego essa decisão nas mãos de Deus!
O médico,
surpreendido e algo desiludido, respeitou a vontade do pai.
Cinco anos
depois
“Testemunho
de um pai feliz”.
Quanto me
sinto feliz por ter tomado aquela decisão. Na hora em que apertava o terço foi
o que senti que fez com que a tomasse. Duas semanas após a decisão, o meu filho
começou a mexer os dedos, contrariando todas as previsões. De imediato começou
a fisioterapia e hoje fala, já anda e faz uma vida normal. Faltam apenas
pequenas correcções a alguns movimentos.
O meu filho
é-me muito grato por lhe ter salvado a vida. O médico perguntou-me o que me fez
tomar aquela milagrosa decisão pois resultou numa cura sem explicação. Eu
respondi-lhe:
Naquele
momento aceitei e entreguei tudo nas mãos de Deus, a partir daí a obra foi
dele.
No entanto,
nele eu confiei e comprovou-se todo o seu amor pois soube dar-me o
discernimento para não tomar a decisão mais fácil e perceber que a vida é-nos
oferecida e que sobre ela não temos qualquer poder.
Não
escolhemos nascer. Não escolhemos morrer e nem sequer num simples cabelo branco
que vem, temos qualquer tipo de decisão. A vida é um bem precioso e nela está
contido o amor que o pai tem por nós. Acabar com a vida é matar o amor que o
Pai tem por nós!
Conto criado
por mim e baseado numa história real.
Paulo
Gonçalves
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