segunda-feira, 16 de junho de 2014

PENICHE


"A Nossa Poesia"


Peniche, terra de encanto 
terra de sol e mar
terra de gente do campo 
que nas suas terras vai cultivar.
Terra de pescadores 
de gente trabalhadora
levantam-se bem cedinho 
e pescam o belo peixinho.
Peniche terra de velhinhos 
 sentados  nos bancos do jardim
descansam as suas pernas
muitos param por ali.
Peniche terra de crianças 
cheias de sonho e fantasia 
 brincam uns com os outros 
sempre com tanta alegria.
Peniche terra de  jovens 
que na sua área querem trabalhar
muitos são os que partem  
para noutro país poder vingar
Peniche que bela terra 
terra onde nasci
terra de emoção levo-te no coração…

 nunca te esqueças de mim.

Susana

domingo, 1 de junho de 2014

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA


Criança é um ser encantador
Natureza viva para valorizar
É alegria liberdade e amor
É a estrela da família e do lar.
Criança é pérola cristalina
Portadora de ternura e lealdade
É ser menino ou menina
É um estimulo da felicidade.
Criança é um patamar da vida
Com direito a sorrir e crescer
Pura carinhosa e extrovertida
Nasce para ser feliz e viver.
Criança é ter uma vida nova
Com sorrisos paz e confiança
É a primavera que se renova
Trazendo ao mundo luz e esperança.

Lucília Gaspar

POBRE CRIANÇA TRISTE

Não há nada mais triste,
que o sorriso de uma criança triste.
Seus olhos vincados de medo
Que o vento não acalma.
Sonhos destruídos desde cedo.
Resignação construída na alma.
No rosto, rolam as lágrimas.
Da alegria que não vem.
Olhar caído nos outros,
quando em si, nada tem!
Sem amor! Sem lar! Sem pais!
Aconchego que não encontrou.
Ternura perdida nas esquinas.
Na vida que não concretizou.
O pão que hoje come,
furtado de um menino qualquer,
naquele canto amargo da vida,
não tem o que comer!
Amor de Maria.
Amor de Jesus.
O olhar desta criança
A vós me conduz!


Paulo Gonçalves

terça-feira, 20 de maio de 2014

AGRADEÇO-TE

"A Nossa Poesia"


Tudo o que sou, a ti devo!
O que anseio vem de Ti.
Conheces o meu coração.
Caminho na tua direção.
Quero falar o que é preciso e…
abraçar com um sorriso
olhar e ver por dentro.
Ter-te no pensamento,
estás sempre em primeiro lugar.
Em Ti, sei que posso descansar.
Tenho liberdade para te louvar.
Hoje posso dizer que não vivo sem Ti
Agradeço-te Jesus, pelo sacrifício na cruz. 

Deste a vida por mim! 

Susana

terça-feira, 13 de maio de 2014

A CIDADE DE TODOS OS SONHOS

Magia de Peniche

DIA DA MÃE

"Mês de Maria"


Sentia-me triste e deprimida, cansada adormeci
Durante o meu sono, sonhei com um jardim de açucenas
Apanhei uma e cheirei, imaginei que estavas ali
Mãe, visualizei a tua presença, no meio de flores belas.
Acordei sorridente e feliz, como se fosse realidade
Quando dei por mim, tudo não passava de um sonho
À minha mente vieram, lembranças e a saudade
Dos teus beijos, dos teus abraços e do teu rosto risonho.
Minha querida mãe, açucena linda minha flor amada
Os teus conselhos e ensinamentos, fizeram-me crescer
O perfume do teu amor, está presente na minha caminhada
Passaste-me o testemunho de ser mãe, quero-te agradecer.
O tempo passa! Neste mundo, tudo tem principio e fim
Por muito que não o queira aceitar, esta, é a lei da vida
O teu nome, o teu valor, a tua doçura, é especial para mim
Serás hoje e sempre, a minha mãe amada e muito querida.
Mãe o dia está lindo como o teu amor, belo e profundo!
Esta homenagem é para ti e para todas as mães do mundo.

04 de maio, de 2014 Lucília Gaspar

quinta-feira, 8 de maio de 2014

QUIS DEUS

Quis Deus que vivesse contigo
para que me pudesses ensinar
que apesar de haver lutas na vida
era preciso sempre as enfrentar
dizias com todo o amor 
que eu era tudo para ti
e que me preparavas para o futuro 
quando já não estivesses aqui
com alegria e carinho
viveste até que te vi partir 
sofri...chorei, mas depois lembrei me de ti e 

em ti permaneci..

Susana
Dedicado à sua avó.

sábado, 3 de maio de 2014

NO MEU SONHO

"A Nossa Poesia"

Sinto me triste, o meu coração chora!
Já não há sorriso que mande esta dor embora.
Tudo o que queria, era apenas brilhar…
mas minha alma, deixou se apagar .
Veio o vento e levou o meu amor.
Não voltei a ter luz, somente dor!
Do meu sonho acordei
Tudo o que sonhara era ter alguém;
 ter um amigo, ter um amor!
mas tudo o que me resta é;
somente a dor,somente a dor.....

Poema escrito em 23 de março de 2012


Susana

quinta-feira, 1 de maio de 2014

MÊS DE MARIA

A ti!

Que cada um saiba viver em respeito!
Pelo próximo, por si mesmo.
Que cada um saiba viver em amor!
Ao próximo, a si mesmo.
Que cada um valorize a liberdade!
A do próximo e a sua.
Que a linha da sua vida não seja pisar a linha da vida do outro.
Que a sua prosperidade não seja à custa de alguém.
Que cada vida se construa em conjunto.
Que cada um saiba valorizar, construir e ofertar.
Que a família seja o sustentáculo de si mesmo…
E que nela estejam os ensinamentos do filho do homem.
A luz que combate as trevas e se leva ao mundo.
Que nada se perca e que tudo se construa e transforme.
Que a tua conversão seja um novo caminho.
Tu tens tudo para dar, por isso não percas tempo.
Voa, voa com o vento!

Paulo Gonçalves


MÊS DE MARIA

Maria mãe de Jesus e minha também.

EVENTOS DA NOSSA CIDADE

25 De Abril e 1º de Maio  
1
Festejar a revolução dos cravos e os direitos de quem trabalha á estar em Peniche visitando a fortaleza, praça-forte de Peniche e museu da resistência. Absorver as diversas exposições, visitar o museu da cidade e partilhar das festividades solenes e porque não saborear um bom prato da nossa gastronomia será sem dúvida, um momento que ficará guardado na memória de quem o fizer porque estar em Peniche é sentir Peniche e quem o sente jamais o esquece.


Paulo Gonçalves

segunda-feira, 28 de abril de 2014

MOMENTOS PENICHE LIVRE

O CARACOL

Andava pachorrento e entediado, o caracol. O chuvisco, que tanto desejara, irritantemente, continuava a cair. As gotas, que das árvores escorregavam, produziam um som que lhe deixavam algo chateado. Tudo permanecia calmo demais. Nem das suas companheiras formigas, sinal havia. Olhou aborrecido para o céu com ar bem chateado e resolveu subir por um verde tronco de um vulgar caniço igual a tantos outros, muito embora este lhe parecesse mais elevado, ou não fosse tão sério o assunto que tinha para tratar com aquela nuvem tão chata.
Lá foi subindo a passo de caracol e muito esmerado em bater um recorde, dada a urgência que advinha da situação.
Chegado ao topo, olhou para o céu e não se deteve em contemplações.
- Olha lá ó nuvem, não achas que já basta?! – Interrogou demonstrando todo o seu desagrado, ao que a nuvem respondeu…
- Já basta o quê?
- De pingo mais pingo. Já chega! É que não passa disto. Porque não te vais embora e nos descobres o sol?
- Ora! Ora! Primeiro pedias chuva e agora queres sol, afinal o que queres, sol ou chuva?
- Não sejas parva. Já há dias que pairas sobre nós e tudo o que é demais enjoa.
- Qual é o teu problema?
- O meu problema é a solidão. Por causa dos teus pingos ninguém sai dos seus abrigos e eu não tenho com quem falar. De resto já aborrece ver tudo sempre tão molhado.
- És um caracol diferente dos outros. Até pareces humano!
- Humano?! Por que motivo, me fazes essa traumatizante comparação?
- É simples meu caro! Nunca estás satisfeito com nada. Se não chove, é porque não chove! Se chove é porque chove! Nunca estão satisfeitos com nada, mesmo que esse nada seja o melhor para eles. Sabes, estes seres nunca percebem nada e tudo para eles é complicado e sinónimo de insatisfação e infelicidade. Nunca dão valor ao que a vida contém.
O olhar do Caracol deixava agora, transparecer alguma desconcertação.
- E tu achas que eu sou assim?
- De certa forma sim! Não estás a entender o meu papel, a minha missão.
- Sim, já percebi!
- Estou aqui o tempo que for preciso. Tenho que regar os campos e esperar pelo vento pois é ele que me vai transportar para outro lugar. Por acaso achas que eu também não me aborreço de permanecer tanto tempo por aqui?
O Caracol baixou a cabeça envergonhado.
- Nunca tinha pensado nisso.
- Pois, eles também não pensam. Logo que venha o vento partirei e vos deixarei o sol.
- Sabes, agora acho que já desejo que fiques. Conversaste comigo, fizeste-me companhia e isto já não será o mesmo sem ti.
- Não te preocupes, volto sempre nos Invernos e colocaremos a conversa em dia.
De repente os caniços abanaram. O vento levantara-se. O sol começou a romper.
O caracol olhou de novo para a sua amiga que lhe gritava.
- Adeus amigo. Chegou a hora da partida, vou conhecer outros lugares. Gostei de te conhecer. Tem cuidado e fica sempre feliz. Volto no próximo Inverno.
- Adeus amiga. Fico à tua espera.
A tristeza tinha sido compensada pela certeza de ter ganho uma amiga.
Muitas vezes achamos que tudo está mal, mas onde o mal está poderemos sempre encontrar algo de bom. A procura da felicidade é sempre ambição humana, no entanto é sempre tão difícil reconhece-la em nós e no que a vida nos oferece. Talvez seja um mito ou talvez seja ignorância nossa.
Talvez…Talvez…


Paulo Gonçalves

sexta-feira, 25 de abril de 2014

A FORÇA DO PENICHE LIVRE TV

MAGIA DE PENICHE

PRAIA NORTE

MAGIA DE PENICHE

MOMENTOS PENICHE LIVRE

A PROMESSA

Só podia sentir o vento. A inércia e completo abandono em si nem lhe faziam sentir a agrura do Inverno. Maior que a tempestade era a dor que sentia no seu peito.
Perdida de si mesmo, cambaleou até àquela muralha onde tantas vezes fora feliz nas suas brincadeiras de infância. Outrora, em tempos já longínquos, fora pirata, bruxa má, dona de casa e tantas outras coisas de criança que nos levam a construir um mundo feliz. Agora aproximava-se da sua extremidade, do seu precipício, onde, justamente vivera alegria e sonho, expectativa e esperança. Os sons diziam-lhe segredos revoltos e salgados que só dos verdadeiramente livres podem ser ditos.
As agruras da intempérie nada eram, perante a sua vulnerável e tumultuosa existência. Queria acabar com tudo. Desejaria renascer ou simplesmente deixar de ter nascido. Emergiram-lhe à memória, as palavras de seu pai, em noite de tempestade, quando, aterrorizada o chamou ao seu quarto, por não conseguir dormir.
- Pai! Tenho medo! Está muito barulho lá fora!
- Filha não temas. Isto vai passar!
- Não gosto de tempestades.
- Sabes, por vezes temos que passar por elas.
- Porquê?
- Então filha? Como poderíamos valorizar um belo dia de Sol? Como seria se as coisas não se renovassem? Além disso depois de um mau momento vem sempre um melhor.
Esse momento nunca tinha chegado. O seu Pai tinha partido deixando a promessa de estar sempre consigo. A família tinha naufragado na vida. Só lhe restavam as lembranças de dor e traição. Os seus sonhos não apaziguaram o seu ser, vinham embrulhados em maresia avivando e fazendo sangrar ainda mais as já grandes feridas.
Aproximou-se ao máximo. O barulho do seu coração confundia-se com o som violento do vento. Já nada tinha. Só o vento!
- Pai. Vou ao teu encontro. Sinto saudades de tudo o que perdi. Perdoa-me.
Um forte som, das ondas, surgiu ainda mais enaltecido. Vinda do meio do nada uma mão que se estendeu na sua direcção. Uma voz reconfortante suou-lhe ao ouvido.
-Vem. Toma o meu caminho. Tudo tem solução. Tudo tem retorno.
Eu nunca te abandonarei…
Eu nunca te abandonei…
Estou aqui!
O som já não existia, só a névoa e uma leveza pela qual nunca, antes, passara…Talvez fosse sonho…Talvez o cumprimento de uma promessa…


Paulo Gonçalves